Os links patrocinados mudaram a disputa por espaço de mídia entre agências de publicidade. O dinheiro investido num anúncio ainda conta, claro, relevância da marca também, mas outros fatores influenciam na posição do link no lado direito da página de pesquisa. Estar no topo da lista (e ter mais chance de conseguir cliques) demanda monitoramento alucinante.
"Nossa vida é como o filme Platoon, uma guerra em que a regra não é apenas a luta entre um e outro adversário. É muito mais complexo do que isso", afirma o diretor de inteligência em mídias da Hello Interactive, Tiago Luz. O publicitário monitora a cada hora o desempenho dos anúncios e o compara às quatro semanas anteriores. A partir da análise, dá lances maiores, cria novas campanhas ou investe em novas palavras-chave.
Ou tudo isso junto. "Mas, se um concorrente entra com uma oferta imbatível, de extrema relevância, não consigo mais ganhar dele", diz Luz.
Hoje, na opinião dos entrevistados pelo Link, é impossível prescindir de links patrocinados numa campanha de mídia. Para o Google, há um caso em que não vale a pena investir em palavras-chave: quando o produto é restrito a um nicho.
Exemplo: o serviço de um chaveiro de bairro de cidade no interior. Menos de cem buscas diárias de determinado termo significam fracasso. E se for só para aumentar a audiência de um site, links patrocinados também não são fundamentais. De acordo com o diretor da SEO Marketing, Bernhard Schultze, também "não tem efeito anunciar em buscas se você já sabe quem são os clientes, como no caso de uma empresa que vende para 12 distribuidores".
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,campanha-exige-monitoramento,2809,0.shtm
