O comércio eletrônico fechou o 1º semestre com mais um faturamento recorde ao chegar a R$ 6,7 bilhões, conforme dados do e-bit em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara e-net). O montante revela um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o setor registrou R$ 4,8 bilhões.
O diretor comercial e de marketing da Web Consult, especialista em negócios e soluções digitais Leonardo Bortoletto, atribui esse aumento ao sentimento de maior segurança por parte do consumidor quanto às compras virtuais e também pelo aumento do poder aquisitivo. “Outro fator é a migração de grandes empresas do ramo varejista para a internet em forma de comércio eletrônico, facilitando o processo de compra, uma vez que já são empresas conhecidas do grande público fora do mundo virtual também contribuiu para essa ampliação do faturamento”, observa.
O tíquete médio de vendas no período foi de R$ 379 e os produtos e serviços mais vendidos foram assinaturas de revistas e jornais, livros, eletrodomésticos, cosméticos, medicamentos, informática e eletrônicos.
A mineira Web Consult registrou um crescimento de 51% neste 1º semestre, com o fechamento de 42 novos contratos correspondentes aos serviços prestados pelos três pilares de atuação da empresa: PLANEJAR (com planejamento de ações de marketing digital), DESENVOLVER (com fábrica de softwares para desenvolvimento de sites, portais, lojas virtuais e blogs) E DESTACAR (com otimização e reposicionamento de sites de empresas em sistemas de busca como o Google). “Contratamos cinco novos funcionários neste período e essa ampliação de equipe e demanda por serviços virtuais também confirma o bom momento do segmento”, analisa Bortoletto.
Segundo ele, o crescimento do faturamento também será significativo neste 2º semestre. “Trata-se de um período já caracterizado como o melhor para as vendas, principalmente para o comércio, sendo grande parte disso devido ao Natal. O comércio eletrônico também espera aquecimento nas vendas e a expectativa é fechar o ano com R$ 14,3 bilhões, 35% a mais frente a 2009, quando o e-commerce arrecadou cerca de R$ 10,6 bilhões”, informa.
Conforme pesquisa da e-bit, 2010 pode apresentar ainda um outro recorde em relação ao número de consumidores virtuais. A meta é atingir a marca de 23 milhões de e-consumidores contra os 17,6 milhões registrados no ano passado.
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=128950
